Funcionários do Poder Judiciário entraram em greve nesta quarta-feira (28) e a paralisação dos serviços afetou os atendimentos nos fóruns da região de Campinas. Em alguns casos, como Hortolândia só os funcionários emprestados pela prefeitura ou terceirizados trabalharam. Segundo a categoria, 70% dos funcionários aderiram no Estado de São Paulo.
Em algumas comarcas, o funcionamento foi parcial durante o dia e na parte da tarde os servidores em uma assembléia em São Paulo decidiram pela continuidade da greve. “Os impactos são imediatos, que seja no atendimento dos advogados, ou no andamento dos processos”, lamentou o advogado André Guimarães que é de Campinas.
“Em alguns casos esta paralisação é uma tragédia para as famílias”, disse o advogado de Campinas, Aderbal Bergo sobre processos que deixam de ter andamento nos cartórios nas varas da família, que cuidam das pensões alimentícias e dos pedidos de guardas de filhos.
A principal reivindicação da categoria é pela reposição salarial de 20,16%.
O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Antonio Carlos Viana Santos, se reuniu nesta quarta-feira com representantes da categoria. Para Viana Santos, todos os esforços para que as reivindicações sejam atendidas têm sido feitas, mas uma greve neste momento prejudicará as negociações em andamento.
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