sábado, 14 de julho de 2012

Folha alerta Alckmin para derrota na reeleição



O Jornal Folha de São Paulo, tido por muitos como um panfleto do PSDB, ou assessoria de José Serra, parece que se desentendeu com o governador tucano Geraldo Alckmin, Leiam a nota de puxão de orelha da Vera Magalhães, publicado na Folha de hoje...

Picolé ou suflê?

Qual é a marca da gestão Geraldo Alckmin em São Paulo? Um ano e meio depois do início da terceira passagem do tucano pelo Palácio dos Bandeirantes, não é possível responder de bate-pronto.

A falta de um projeto que norteie o governo e dê musculatura política para que Alckmin dispute uma reeleição com inédito grau de acirramento preocupa aliados do tucano.

Além do PT, que elegeu como objetivo número um apear o PSDB do poder no Estado mais rico da Federação após 20 anos, Alckmin terá em seus calcanhares um adversário novo, de ambição ilimitada e grande influência em seu campo político: Gilberto Kassab e o camaleônico PSD.

Esses dois atores podem ou não estar juntos em 2014 para derrotar o tucano, mas já agem hoje para miná-lo. O discurso comum é o de que, após cinco mandatos, o PSDB não tem mais o que oferecer a São Paulo.

Para se contrapor a ele, Alckmin exibe, hoje, uma administração frouxa nos objetivos e tímida nos resultados, seja em razão da crise econômica, seja pela falta de uma linha ditada por ele. O ritmo do governo é lento, sua imagem é opaca e começam a brotar problemas em áreas como transportes e segurança pública.

Auxiliares se ressentem da tendência à centralização de decisões por parte do governador, a ponto de mínimas costuras serem feitas por ele, pessoalmente. Também é generalizada a queixa de que o tucano ouve as ideias, mas custa a executá-las.

O projeto no qual o governo aposta, a integração metropolitana, precisa ser testado nas urnas. E garantir a vitória na capital é fundamental, embora o peso de Alckmin na campanha de José Serra tenha sido diminuído pelo onipresente Kassab.

O grande ativo do governador ainda é a imagem pessoal de gestor honesto e boa-praça. Resta saber se é possível transformar o "Picolé de Chuchu" numa iguaria mais substanciosa, como um suflê -e se, após tantos anos, a receita ainda funciona frente a rivais com apetite renovado.

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