quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Prioridades de Dilma são enormes ‘abacaxis’

O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - As duas prioridades da presidente eleita Dilma Rousseff - saúde e segurança pública - são gigantescos desafios que nenhum presidente conseguiu solucionar até hoje, ou sequer minimizá-los. Em entrevistas um dia após a eleição, Dilma destacou que pretende buscar melhorias nestas duas áreas. Um de seus primeiros atos como presidente, disse, será "conclamar governadores para uma grande discussão sobre saúde pública e segurança".

A segurança pública é um enorme abacaxi para Dilma. Todos os dados do setor são grandes, desde homicídios e crimes, passando pela quantidade de presos, vagas em presídios, efetivo policial, gastos com segurança.

O número de homicídios no País é de 25,2 por 100 mil habitantes. O mapa da violência indica que a criminalidade que tem os jovens como vítima chega a cifras astronômicas quando comparada às registradas em países desenvolvidos. Entre 1994 e 2004, o número de assassinatos de pessoas com idade entre 15 e 24 anos cresceu 64%, o que corresponde a mais de 100 vezes o número de assassinatos de jovens na Áustria e no Japão.

Estudo mostra que se as taxas de homicídio (em 100 mil) caem nas capitais, de 45,7 em 1997 para 36,6 em 2007, assim como nas dez regiões metropolitanas, de 48,4 para 36,6, no interior do País as taxas elevam-se de 13,5 em 1997 para 18,5 em 2007.

Quando se fala em presos a cumprir pena, dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) mostram que a população carcerária no sistema e na polícia era de 473.626 pessoas em dezembro de 2009. Já o déficit de vagas chega a 194.650.

Os governos estaduais aumentaram os gastos com segurança pública de R$ 24 bilhões para R$ 33,5 bilhões entre 2005 e 2008. Mas é preciso muito mais. Os gastos por habitante nesse período cresceu 36%, passando de R$ 130,52 para R$ 176,95.

No combate à violência, o número de policiais civis e militares e corpos de bombeiros militares cresceu nos Estados. Subiu de 569.798 em 2003 para 599.973 em 2007, segundo a Secretaria Nacional de Segurança Pública.

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