quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Agora o Datafolha volta atrás e dia que o 2º turno é incerto



Por Erivaldo Ferreira

O Datafolha havia sentenciaram que haveria segundo turno, mas agora voltou atrás e afirma que o segundo turno é incerto. Pois bem, a verdade é que não havia tanta divergência nos institutos de pesquisa, mas apenas uma tentativa de ajudar Zé Serra. Alguns outros institutos de pesquisa não apresentaram queda da Dilma (que já andou na casa dos 55%). O Vox Populi, em seu tracking diário, detectou – já há alguns dias – leve alta de Marina (chegou a 13%; mas hoje recuou para 12%) De acordo com o Datafolha, Dilma estava em curva de baixa, mas de repente acelerou de novo e ganhou um ponto.

Agora, o DataSerra chama de microfatos da reta final que talvez possa definem se haverá ou não 2º turno. E diz, ainda que a variação de pequena parcela dos eleitores agora pode fazer balança pender para um dos lados. Pode ser? Pode. As flutuações ficam sempre dentro da margem de erro, mas me parece incomum ver esses movimentos de “susto” estatístico em véspera de eleição.

No domingo, teremos um histórico confronto entre Vox Populi vs. Datafolha


Da Folha de SP


Dilma para de cair, tem 4 pontos a mais que soma dos rivais e 2º turno é incerto

Candidata do PT tem 52% dos votos válidos, contra 48% de todos os demais presidenciáveis, aponta Datafolha

Serra oscila 1 ponto para baixo e Marina mantém índices; petista mostra recuperação em alguns dos estratos e regiões


FERNANDO CANZIAN
DE SÃO PAULO

A candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) conseguiu estancar a tendência de perda de intenções de voto dos últimos 20 dias e mantém seu favoritismo na atual disputa eleitoral.
Segundo pesquisa nacional do Datafolha, encomendada pela Folha e pela Rede Globo e realizada ontem e anteontem com 13.195 eleitores, Dilma oscilou positivamente um ponto em relação ao último levantamento e tem 52% dos votos válidos na projeção para o primeiro turno.
Seu principal adversário, José Serra (PSDB), oscilou um ponto para baixo e tem hoje 31% dos votos válidos. Marina Silva (PT) também variou negativamente um ponto, e está com 15%.
A soma dos adversários de Dilma é de 48% dos válidos. Ela precisa de 50% mais um voto para vencer domingo.
Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, é impossível afirmar com segurança que não haverá segundo turno.
Considerando essa margem, Dilma pode, em seus limites, vencer com cerca de 54% dos votos válidos ou ter de enfrentar outra rodada eleitoral em 31 de outubro.
No último levantamento do Datafolha, realizado na segunda-feira, Dilma havia perdido apoio ou oscilado negativamente em todos os estratos da população.
Essa queda parece ter estancado. Dilma chegou a se recuperar no Sul, entre os eleitores de 35 a 59 anos e entre os que ganham entre dois e cinco salários mínimos (R$ 1.020 e R$ 2.550) -faixa em que tinha perdido mais votos no levantamento anterior.
A petista também oscilou positivamente, dentro da margem de erro, em vários estratos da população, como entre eleitores com ensino fundamental e do Sudeste.

MOVIMENTOS
"Ao menos momentaneamente, Dilma parou sua tendência de perda de votos", afirma o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino.
Antes da divulgação da quebra de sigilo fiscal de tucanos e da demissão da ex-braço direito de Dilma na Casa Civil, a ex-ministra Erenice Guerra, a petista chegou a ter 57% dos votos válidos.
Duas semanas depois dos escândalos, Dilma caiu para 51%, perdendo nacionalmente cerca de 6 milhões de votos no período. Agora, a candidata oscila positivamente para 52%.
Na simulação de segundo turno, a petista oscilou positivamente um ponto. Passou de 52% para 53%. O tucano manteve seus 39%.
Sobre o conhecimento do número dos candidatos, 55% acertam os algarismos e 40% admitem desconhecê-los.
No caso de Marina, apenas 39% citam corretamente o seu número. No de Dilma, 64%; e no de Serra, 53%.

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