quinta-feira, 15 de julho de 2010

Um novo “risco Serra”

As montadoras e os sindicatos dão lição de democracia e de respeito ao movimento dos trabalhadores, como mostra o artigo do VALOR reproduzido aqui no blog (ver embaixo). As empresas liberarão seus funcionários para assistirem a aulas sobre sindicalismo, que serão ministradas pelos sindicatos da categoria.

Enquanto isso, o candidato tucano faz a guerra ao sindicalismo, desde o tratamento que infligiu quando governador aos policiais civis em greve ou aos professores, até os ataques contra as Centrais – acusadas de “pelegas” e “apêndices do Estado” – e o Lula, acusado de ter instaurado uma “República Sindical”.

O candidato tucano afirma assim seu posicionamento como candidato pouco tolerante com o movimento social e agressivo com seus representantes. Uma postura típica de representante da direita.

Enquanto todos, trabalhadores e empresários, ressaltam a capacidade de dialogo e negociação do presidente, o figurino de Serra prenuncia – se for eleito – um futuro de confrontos e crispações.

Após mostrar uma postura interventora e voluntarista na questão do BC, que provocou uma percepção do “risco Serra” no mercado financeiro, a prepotência e falta de jogo de cintura do tucano acrescenta um risco social e de conflito. Um terreno que seguramente, nem sindicalistas e nem os empresários, gostariam de ver o Brasil trilhar.

LF

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