sábado, 6 de fevereiro de 2010

Serra diz que vai intensificar o policiamento no interior

Segundo o governador, será aprimorado o mapeamento do crime na região
O tucano voltou ontem a culpar a crise econômica e o desemprego pelo aumento do número de homicídios em São Paulo em 2009


MAURÍCIO SIMIONATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM AMERICANA

O governador José Serra (PSDB) disse ontem em Americana (128 km de SP) que vai intensificar o policiamento no interior do Estado, em áreas rurais, por ser a região "que mais tem problemas" de segurança.
"É um problema sério e a melhora [da segurança] mais recente tem sido na área da Grande São Paulo. No interior, a melhora não tem sido na mesma proporção", afirmou.
Pela primeira vez em dez anos, o número de homicídios cresceu em São Paulo em 2009, puxado pelo aumento dos crimes no interior do Estado. A violência na região voltou a níveis similares ao de 2007.
Além de intensificar o policiamento, Serra disse que o governo está "reforçando no interior o mapeamento do crime" e que está "incentivando prefeituras a fazer o mesmo", inclusive em Aparecida e Campos do Jordão, regiões "de turismo mais intenso".

Reação
Serra voltou ontem a atribuir ao desemprego e à crise financeira internacional o aumento de homicídios registrado no ano passado. Referindo-se a outros indicadores da área de segurança, reafirmou que houve subnotificação de delitos durante o movimento grevista da Polícia Civil de 2008, o que teria provocado uma elevação artificial dos dados de 2009.
"No ano passado, com a notificação normal, pareceu que houve um crescimento maior do que houve", disse.
O presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo, João Batista Rebouças, classificou a declaração do governador como "irresponsável". "Durante o período da greve [em 2008], a polícia atendeu a todos os casos considerados mais graves como homicídios, sequestros, latrocínios, roubos e assaltos. A verdadeira causa da criminalidade em São Paulo é a falta de investimentos, não só material como no pessoal, além da falta de projetos", afirmou.

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